quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Interações Estéticas 2009 no ArtEstação
A Fundação Nacional de Artes (Funarte) anunciou a lista de contemplados pelo Prêmio Interações Estéticas - Residências Artísticas em Pontos de Cultura. O programa, realizado em parceria com a Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (SCC/MinC), viabilizará projetos dos mais variados segmentos artísticos em todo o país. Em junho, quando esta edição do Interações Estéticas foi lançada, a Funarte previa a seleção de 71 proponentes. Mas, em agosto, o MinC disponibilizou para a Fundação um aporte de recursos no valor de R$ 18,4 milhões. Com isso, o orçamento do Prêmio Interações Estéticas foi ampliado de R$ 2,03 milhões para R$ 4,03 milhões e o número de projetos contemplados subiu para 127. Os 71 primeiros prêmios foram distribuídos entre as cinco regiões brasileiras conforme divisão pré-estabelecida no edital do concurso. As 56 premiações suplentes foram concedidas observando o número de inscrições por estados e por categorias e obedecendo ao critério da pontuação decrescente. A comissão de seleção do Prêmio foi composta por sete especialistas do setor artístico: a mestre em artes visuais e gestora cultural Juana Nunes Pereira (DF); a artista visual e educomunicadora Bárbara Tercia da Silva Almeida (BA); o compositor e escritor Carlos Henrique de Sorocaba Botkay (RJ); o artista plástico Alexandre Vogler de Moraes (RJ); o bailarino e coreógrafo Marcos Lima de Moraes (SP); o doutor em teatro Romualdo Rodrigues Palhano (AP); e a doutora em lingüística e letras Gisela Collisscchonn (RS). Foram analizados o currículo do proponente; a justificativa da necessidade do prêmio; a qualidade e originalidade do projeto; a interação e integração com a dinâmica do Ponto de Cultura; a consistência, coerência e metodologia no planejamento de execução das propostas. O Prêmio Interações Estéticas foi criado no ano de 2008 com o objetivo de oferecer a artistas de todas as áreas a possibilidade de desenvolver projetos integrados a ações de Pontos de Cultura de todo o país. O programa pretende romper os limites socialmente estabelecidos entre as artes consagradas e a cultura popular e fazer dos Pontos espaços privilegiados para a experimentação.
Projeto contemplado: Resgate das múltiplas linguagens do Fanzine e suas relações com as poéticas visuais da Arte-Xerox.
Proponente: Law Tissot
Ponto de Cultura: ArtEstação.
Em breve as convocatórias para participar da fanzinoteca, oficinas de fanzine e arte-xerox, bem como acesso ao acervo científico sobre fanzines, contracultura e arte urbana.
Abaixo uma breve história dos fanzines na cidade do Rio Grande, e a razão pela qual a nossa fanzinoteca será nomeada "Mutação":
Em novembro de 1984, Law Tissot, Marco Muller e Rodnério Rosa criaram o Grupo Mutação de Quadrinhos e lançaram o fanzine Mutação. Esta publicação tinha o espírito da época, pois os quadrinhos independentes começavam a proliferar pelo Brasil. Muitos leitores fiéis ao quadrinho nacional estavam órfãos da Editora Grafipar, de Curitiba (PR), mas podiam encontrar nas bancas as publicações de terror da Editora D-Arte (hoje também extinta), como as revistas Calafrio e Mestres do Terror, que publicavam as histórias em quadrinhos de artistas consagrados como Julio Shimamoto, Mozart Couto, Rodval Matias, Rodolfo Zalla, Flávio Colin e um vasto etc. Essas revistas ofereciam um importante espaço para troca de correspondências entre os leitores e acabou fomentando muitos fanzines, principalmente nos grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro. Neste período surgiu o fanzine Arte-Final, de um pessoal que era fanático pelo artista Watson Portela. Este zine se tornou bastante comentado e acabou inspirando outros fanzines que chegavam para depois irem aos poucos desaparecendo, em meados dos anos 1980.O fanzine Mutação nasceu com muito sonho e ambição e já no primeiro número ostentava na capa uma ilustração exclusiva do quadrinhista Gustavo Machado - outro nome importante vindo da Editora Grafipar -, Marco Muller, Law Tissot e Rodnério Rosa investiam em roteiros sofridamente influenciados pela revista Heavy Metal. Publicaram ainda nesta edição de estréia, um pôster de José Carlos Neves - editor, junto de César Ricardo da Silva, do famoso fanzine de ficção-científica Hiperespaço - e uma biografia de Júlio Shimamoto, feita por Rodnério através de seus intensos contatos com o artista.
Logo após o lançamento deste primeiro número, Rodnério Rosa foi embora para Porto Alegre onde vive até hoje. Na capital, Rodnério andou agitando pela Grafar - Grafistas Associados do RS - e às vezes lança algum número de sua própria publicação, a Made In Brasil. Law Tissot partiu para seu próprio fanzine de quadrinhos cyberpunk, o X-TRO e Marco Muller seguiu em frente, assumido o controle do Mutação, que foi evoluindo a cada número, chegando a ter 132 páginas em sua sétima edição, publicando durante sua existência (no total foram nove edições até 1988) nomes importantes do quadrinho nacional como Olendino Mendes, Mozart Couto, Julio Shimamoto, Henrique Magalhães, Wallace Vianna, Deodato Borges (Mike Deodato)... só para citar alguns.Mas Marco Muller foi muito além do Mutação, lançando um fanzine após o outro, todos com um excelente cuidado gráfico e de propostas editorias diversas, podemos lembrar aqui dos emblemáticos títulos Leve Desespero e Gesto Estúpido.
Em 1984, literalmente longe demais das capitais, os três amigos não tinham idéia da história que estaria sendo criada com o Mutação. Visto que, até que se prove o contrário, ele foi o primeiro fanzine da cidade do Rio Grande, dedicado às histórias em quadrinhos, a atingir um reconhecimento em nível nacional.
Agora, através do Prêmio Interações Estéticas 2009 da FUNARTE, com a parceria do Ponto de Cultura ArtEstação, os fanzines novamente serão fomentados, distribuídos e preservados a partir de nossa cidade.
Mais informações diretamente com Law Tissot, por email ou pelos fones 53 3230-0040 ou 53 9953-9646
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA "ACORDES"
Abertura dia 05 de dezembro às 21 h.
Breves Notas de ACORDES,
de César A. Lehn
Servidor público federal com atuação na área jurídica, graduado em Direito, após ter estudado Engenharia, sempre apaixonado pela música, a fotografia foi ganhando espaço na vida deste expositor, em especial a partir da participação no curso ministrado pelas professoras Arita Benelli e Célia Pereira, Sensibilizar o Olhar Através da Fotografia, oficina promovida em parceria entre o Ponto de Cultura ArtEstação e o Sindicato dos Trabalhadores da Justiça Federal no Rio Grande do Sul (SINTRAJUFE), além de exposições coletivas, tais como as do Salão de Artes Imperial Marinheiro Marcílio Dias, realizadas pelo 5º Distrito Naval, e Geribanda: Movimento de Arte e Cultura na FURG, promovida pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande , tendo contribuído com imagens para boletins informativos e calendários elaborados pelo SINTRAJUFE e pela Justiça Federal no Rio Grande do Sul.
Nessa mostra “ACORDES” se encontram imagens que retratam vários músicos, colhidas em “shows” de diversos estilos, realizados desde o último verão, na cidade do Rio Grande, no Balneário Cassino e em Pelotas, em apresentações que tiveram lugar no Ginásio do Serviço Social da Indústria (SESI), na Feira do Livro da FURG, no Teatro Guarany e em restaurantes, cafés e casas noturnas da região.
César Almeida Lehn
Nessa mostra “ACORDES” se encontram imagens que retratam vários músicos, colhidas em “shows” de diversos estilos, realizados desde o último verão, na cidade do Rio Grande, no Balneário Cassino e em Pelotas, em apresentações que tiveram lugar no Ginásio do Serviço Social da Indústria (SESI), na Feira do Livro da FURG, no Teatro Guarany e em restaurantes, cafés e casas noturnas da região.
César Almeida Lehn
Cassino, Primavera de 2009
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