quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Impressões Serigráficas

O termo serigrafia (serigraph, em inglês) é creditado a Anthony Velonis, artista americano dos anos 30, que propôs a palavra serigraph para modificar os aspectos comerciais associados ao processo, distinguindo o trabalho de criação realizado por um artista dos trabalhos destinadas ao uso comercial, industrial ou puramente reprodutivo.
No período da grande depressão de 30, nos EUA, um grupo de artistas encabeçados por Anthony Velonis resolveram experimentar a serigrafia com propósitos artísticos.
Tais artistas iniciaram um importante trabalho de transformar a técnica, cujas qualidades gráficas se limitavam às impressões comerciais, numa importante ferramenta para desenvolver seus estilos pessoais. O sentido desse esforço inicial estendeu-se aos artistas dos anos 1950, incluindo os expressionistas abstratos e os action painters, como Jackson Pollock.
As barreiras e definições estabelecidas que tratavam a serigrafia como “manifestação gráfica menor” só foram eliminadas no fim dos anos 1950, início dos 1960. O grande responsável por isso foi o processo fotográfico utilizado através da serigrafia e novos conceitos e movimentos artísticos (Pop Art), além do avanço tecnológico.
Da necessidade de artistas como Rauschemberg, Rosenquist, Warhol, Lichtenstein, Vasarely, Amrskiemicz, Albers, Indiana e Stella, houve o desenvolvimento contemporâneo do processo em aplicações artísticas. Novos conceitos foram associados às idéias tradicionais e o estigma “comercial” da serigrafia tornou-se uma questão ultrapassada. 
Texto enviado pelo Museu do Trabalho http://www.museudotrabalho.org/

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