sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Mostra de vídeo H2Olhos

Vídeo H2Olhos    
por Cláudio Azevedo         
Existiu um tempo em que, para obtenção das imagens fotográficas, o processo envolvia um tipo de tecnologia de resposta mais lenta. As imagens eram produzidas em menor quantidade, não só em função do tempo para elaboração de cada uma como pelo custo gerado. Nesse tempo, a escala de fluidos produzidos por nossa sociedade também era, proporcionalmente, menor em relação à atualidade.No tempo das tecnologias contemporâneas, as coisas mudaram. Os processos tecnológicos digitais estão conectados a uma sociedade industrial de alta produção e consumo. Seus efeitos estão nas águas do rio Tietê, assim como em outros aquíferos. Os corpos aquáticos estão carregados de dejetos produzidos por nós humanos. Águas que não comportam a filtragem de nossos fluidos e sólidos do consumo. Nossas as águas estão sendo intensamente poluídas.No processo de criação que envolve o pinhole, uma contradição: a fotografia analógica também contamina as águas através do processo químico de sensibilização do suporte com sais de prata. No entanto, parece que as imagens digitais podem poluir, tanto quanto, os nossos imaginários antropológicos com suas mensagens de consumo e banalização.
Talvez o pinhole possa contribuir para subverter as imagens do consumo e potencializar o envolvimento com as imagens estenopeicas. Imagens estas que podem promover relações para além do tempo volátil dos desejos instituídos. 
contato: claudiohifi@yahoo.com.br

O texto acima, foi apresentado no dia 17, por Cláudio Azevedo, convidado para debater o tema trazido pelo vídeo H2Olhos, trabalho produzido pelo Itaú Cultural e mostra  com curadoria do fotógrafo Miguel Chikoaka. O artista e professor Law Tissot, também como debatedor, compareceu acompanhado de seus alunos do Curso de Artes Visuais/ILA/FURG. 




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